E hoje eu acordei feliz. Não sei por que, mas ontem eu pensei em você, desejei lhe ver, passar um dia com você, ter você com a gente, como sempre fazíamos. Queria você perto da minha madrinha, queria ver ela com amor e prazer pela vida novamente, cozinhando com tanta vontade, fazendo pratos que nos adorávamos, aquela polenta deliciosa. Sinto saudades. Foi bom ter você no meu sonho, como rimos, foi tão bom. Parecia que você tinha voltado, que desejo tolo, ter você de volta. Por que você se foi? Tão cedo, tão rápido... Tenho tanto pra contar, o quento tudo mudou. Passei no vestibular, estou morando fora. E iria vim lhe ver sempre, pra gente conversar ou comer pizza, assistir tevê. Tudo mudou tanto, a gente percebe que falta algo, nada é igual sem você, as festas, os almoços, os aniversários, o dia dos pais. Sinto sua falta, a coisa mais egoísta que eu posso pedir à Deus, é você de volta. Perdão. Mas sinto tanta falta, sinto um vazio, nada está completo, sofro ainda mais por madrinha. Ela sente sua falta e está sofrendo muito. Já faz tempo, mas não dá pra acostumar, não dá chegar naquela casa e não lhe ver no seu lugar à mesa ou você sentado na porta. Dói, dói essas datas, dói saber que no sábado (no dia do meu aniversário) você não vai ser o primeiro a me ligar, e nem vai puxar vinte vezes a minha orelha. Por que você se foi? Perdão, Deus, eu queria ele aqui. Queria o abraço, queria ouvir a voz rouca e ver ele comer com as mãos, sem ligar pra nada. Que saudade, padrinho. Se eu pudesse fazer algo pra te trazer de volta, eu faria. Eu amo você.
