sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Olhava pro espelho e não acreditava no que via, não acreditava no que havia se tornado, de uma garota simpática, auto estima, alegre e de coração mole que chegava até ser ingênua, tornou-se em uma garota grossa, estressada, irritante, arrogante com um coração de pedra, fria muito fria, que alguns até medo, tinham dela.. mas o problema, é que ela não teve culpa em ter se tornado assim, culpa foram aqueles que abusaram demais, da sua ingenuidade. […]

sábado, 24 de setembro de 2011

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera. Cecília Meireles

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ela se escondia atrás de sorrisos bobos, gargalhadas altas, cabelos longos e olhar misterioso. Ela se escondia, e ninguém era capaz de enxergar quem era ela de verdade.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

“Olá futura eu. E então, como estamos? Será que a gente tomou as decisões certas? Será que não cansamos de perseguir nossos sonhos? A gente ainda se emociona com as mesmas coisas? Ainda gosta das mesmas coisas? Me pergunto se a gente ainda comete os mesmos erros. Ficamos ricas? Encontramos a cura pro tédio? Aprendemos a perdoar? Será que a gente tem coisas interessantes para dizer? A gente continua recebendo elogios? Será que chegamos lá? E se chegamos, o lá continua lá? Mas, o mais importante… estamos felizes? Se eu nos conheço bem, devemos estar. Onde quer que você chegue, chegue linda. A vida é bonita, mas pode ser linda.” O Boticário.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sabe a garota que quando ninguém está por perto se transforma? Dança na frente do espelho com a música no volume no máximo, canta alto, sem saber a letra mesmo porque sozinha não terá ninguém me dizendo que está errado, que inventa passos de dança estranhos, mas se diverte, esquece as magoas por um momento, vive da forma que queria, pois é, essa garota sou eu.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tão complicada e cheia de defeitos. Repleta de jeitos e manias. Quando quero, bato o pé. Quando coloco alguma coisa na cabeça, ninguém tira. Encrenqueira e teimosa. Posso te levar ao inferno, mas se você merecer com certeza irei te mostrar o paraíso. Não sou a mais bonita, nem a mais perfeita. Mas com certeza igual a mim você não irá encontrar, porque eu sou única.

sábado, 10 de setembro de 2011

“(…) Sou daquele tipo de menina desajeitada, desorganizada e atrapalhada; Aquele tipo de menina que não se destaca pela beleza, mas sim pelo seu jeito de sorrir. Sou aquele tipo de menina complicada, que está sempre disposta a ajudar seus amigos a qualquer momento. Aquele tipo de menina que não abre mão de sorrir, mesmo estando morrendo por dentro. Sou aquele tipo de menina que gosta de ser única, e amada. Aquele tipo de menina ciumenta, sabe? Mas esse ciúmes, é só o medo de perder. Eu sou aquele tipo de menina, que sempre vai dizer que está “tudo bem”, quando na verdade nada está bem.”